da-me uma nova doença
deixa-me em estado terminal
destroi o que resta da minha vida
mata-me aos poucos e causa-me dor
corta meus pulsos e veja o nada que escorre por dentre teus dedos
de meus labios escute as juras de amor que jamais irei dizer
me aperta
me morde
me arranha
prende minhas maos e me faz de brinquedo
me usa para teus deleites ao leito
nu, exposto, sem rosto
só o vazio a te desejar
me suga
me chupa
me engole
tira todo o resto do sopro de esperança que habitava em meu peito
me mata com esse sorriso sinico de anjo
com teu olhar me corta
com palavras me derruba
acaba comigo de vez
pois cá do lado de dentro não há mais nada para conhecer
e não há mais pq viver.
sábado, 10 de novembro de 2007
Todo mundo o tempo todo (e todo o tempo do mundo)
todo tempo
do tempo do mundo
todo mundo
mesmo com todo tempo do mundo
não seria capaz, suficiente
pra todo mundo mostrar, o tempo todo
toda dor do mundo
pq todo mundo
o tempo todo tenta tapar
o que dentro de todo mundo (e do mundo)
tenta escapar
o tanto de dor, destempero
tanto mundo, desmedidamente
tanta dor do mundo
de amar sem retorno, sem esperar nada do mundo
tanta dor em flor cor de saudade
saudade do tempo
em que todo mundo era mundo e todo
e todo tempo de verdade
do tempo do mundo
todo mundo
mesmo com todo tempo do mundo
não seria capaz, suficiente
pra todo mundo mostrar, o tempo todo
toda dor do mundo
pq todo mundo
o tempo todo tenta tapar
o que dentro de todo mundo (e do mundo)
tenta escapar
o tanto de dor, destempero
tanto mundo, desmedidamente
tanta dor do mundo
de amar sem retorno, sem esperar nada do mundo
tanta dor em flor cor de saudade
saudade do tempo
em que todo mundo era mundo e todo
e todo tempo de verdade
quarta-feira, 1 de agosto de 2007
Nem parece
Nem parece que foi ontem que o acontecido aconteceu
nem parece que o esperado num instante desapareceu
nem parece que foi lá
nem me parecia ser um lar *não mais*
mas por favor, não me faça perder meu tempo
a cada hora e a cada momento que eu disperdiço com você
não sei, não sei mesmo se no fim tudo vai voltar ao normal
nem parece que o que aconteceu repercutiu d+ pra mim
nem parece que minhaslagrimas tiveram fim
nem parece que eu chorei
nem parece que eu quis chorar
mas por favor...não me faça perder meu tempo
não que ele signifique grande coisa
não que eu signifique grande coisa
só não me faça perder meu tempo
com utópicos anceios por melhorias
não sei se no fim vou voltar.
nem parece que o esperado num instante desapareceu
nem parece que foi lá
nem me parecia ser um lar *não mais*
mas por favor, não me faça perder meu tempo
a cada hora e a cada momento que eu disperdiço com você
não sei, não sei mesmo se no fim tudo vai voltar ao normal
nem parece que o que aconteceu repercutiu d+ pra mim
nem parece que minhaslagrimas tiveram fim
nem parece que eu chorei
nem parece que eu quis chorar
mas por favor...não me faça perder meu tempo
não que ele signifique grande coisa
não que eu signifique grande coisa
só não me faça perder meu tempo
com utópicos anceios por melhorias
não sei se no fim vou voltar.
domingo, 22 de julho de 2007
Na noite que o céu desabar.
quanto vale o infinito?
eu poderia usar mil e trezentas respostas pra essa pergunta
mas a resposta cabe em uma palavra
teu nome.
there's no words to say what is going on inside here
is just this white and usual disorder
uma noite sem sentido
um corpo sem sentidos
tuas frases ecoam no vazio da minha mente
eu ja vi essa cena antes
ja fiz minha cama, preparei minha cova
não há mais nada pra fazer aki
tô num tunel e eu sei que há uma luz no final mas eu...não a vejo
nada me toca e nada me comove
a distancia cresce mais rapido que este apartamento
e pela janela eu vejo mais 80 janelas
isso não pode ser real
a maior beleza que ja vi
habitava nos olhos teus
não espero pelo amanha
não espero pelo sol
espero que tudo se acabe
parei de sonhar no dia que acordei
eu sei que pode ser melhor assim
viver pelo agora
essa pode ser minha ultima noite aki
não preciso de um Deus
mas tenho um desejo:
que passaros levem meu espirito daki
por duas semanas poder dormir
ou, quem sabe, pra sempre descansar
em minha cama de rosas, meu abrigo final
a fonte da vida transborda uma agua negra e fétida
partes do meu sentimento
minha alma dizem estar amaldiçoada
e em muito breve perecerá
na noite que o céu desabar.
eu poderia usar mil e trezentas respostas pra essa pergunta
mas a resposta cabe em uma palavra
teu nome.
there's no words to say what is going on inside here
is just this white and usual disorder
uma noite sem sentido
um corpo sem sentidos
tuas frases ecoam no vazio da minha mente
eu ja vi essa cena antes
ja fiz minha cama, preparei minha cova
não há mais nada pra fazer aki
tô num tunel e eu sei que há uma luz no final mas eu...não a vejo
nada me toca e nada me comove
a distancia cresce mais rapido que este apartamento
e pela janela eu vejo mais 80 janelas
isso não pode ser real
a maior beleza que ja vi
habitava nos olhos teus
não espero pelo amanha
não espero pelo sol
espero que tudo se acabe
parei de sonhar no dia que acordei
eu sei que pode ser melhor assim
viver pelo agora
essa pode ser minha ultima noite aki
não preciso de um Deus
mas tenho um desejo:
que passaros levem meu espirito daki
por duas semanas poder dormir
ou, quem sabe, pra sempre descansar
em minha cama de rosas, meu abrigo final
a fonte da vida transborda uma agua negra e fétida
partes do meu sentimento
minha alma dizem estar amaldiçoada
e em muito breve perecerá
na noite que o céu desabar.
Blecaute.
A cidade crescia e se espandia
Subia aos céus e descia ao submundo
E eu lá, parado.
Tão dentro mas tão fora desse mundo...
O céu laranja escurecia-se, expulso pela noite que, com sucesso, tomava o espaço.
Então tudo parou.
Faz tanto tempo, eu já mal lembro como isso começou.
Corpos de plástico, cidades abandonadas.
Já não acreditava estar morto.
Não não acreditava em mais nada.
A criança ao meu lado olhava a cidade fantasma sumir na escuridão que se alastrava.
Ela não falava, muito menos eu...
Sentados lá esquecidos por todos, nesse mundo esquecido, pensava se aquela criança seria minha ou dele.
Nunca saberei.
Não importa.
Atravessei esse mundo sozinho e tudo que encontrei foram cidades fantasmas...
corpos paralizados.
A sensação de solidão que antes matava hoje sequer me aflige.
Eu sei, vou morrer.
Depois de mim os outros dois, a mulher primeiro, depois a criança.
Eu sequer me importo.
Abracei o pequeno corpo daquela criança.
Pensei em chorar, não consegui.
Morrer agora seria um alivio, nada de alarmes.
Soltei seu corpinho, a criança me olhavacom um largo sorriso, mostrando seus dentes incrivelmente bem cuidados.
Droga, começo a chorar.
Deuses, é de felicidade.
Quem se importa?
Segurei sua pequena mão que se escondia em minha palma e disse a unica coisa queconsegui lembrar:
- Filho, um dia tudo isso vai ser seu.
A noite terminou de encobrir a cidade.
Nenhuma luz se acendeu na densa floresta de pedra, concreto e sangue.
Era o vazio, o fim.
Blecaute.
Não havia ninguem para se importar.
Inspiração: Marcelo Rubens Paiva.
Subia aos céus e descia ao submundo
E eu lá, parado.
Tão dentro mas tão fora desse mundo...
O céu laranja escurecia-se, expulso pela noite que, com sucesso, tomava o espaço.
Então tudo parou.
Faz tanto tempo, eu já mal lembro como isso começou.
Corpos de plástico, cidades abandonadas.
Já não acreditava estar morto.
Não não acreditava em mais nada.
A criança ao meu lado olhava a cidade fantasma sumir na escuridão que se alastrava.
Ela não falava, muito menos eu...
Sentados lá esquecidos por todos, nesse mundo esquecido, pensava se aquela criança seria minha ou dele.
Nunca saberei.
Não importa.
Atravessei esse mundo sozinho e tudo que encontrei foram cidades fantasmas...
corpos paralizados.
A sensação de solidão que antes matava hoje sequer me aflige.
Eu sei, vou morrer.
Depois de mim os outros dois, a mulher primeiro, depois a criança.
Eu sequer me importo.
Abracei o pequeno corpo daquela criança.
Pensei em chorar, não consegui.
Morrer agora seria um alivio, nada de alarmes.
Soltei seu corpinho, a criança me olhavacom um largo sorriso, mostrando seus dentes incrivelmente bem cuidados.
Droga, começo a chorar.
Deuses, é de felicidade.
Quem se importa?
Segurei sua pequena mão que se escondia em minha palma e disse a unica coisa queconsegui lembrar:
- Filho, um dia tudo isso vai ser seu.
A noite terminou de encobrir a cidade.
Nenhuma luz se acendeu na densa floresta de pedra, concreto e sangue.
Era o vazio, o fim.
Blecaute.
Não havia ninguem para se importar.
Inspiração: Marcelo Rubens Paiva.
domingo, 8 de julho de 2007
vc me amarra os pés e me derruba
me dexa do lado de fora, onde o frio é maior
mastiga minha alma e cospe os pedaços
fracos, escassos.
pedaços de mim.
quero morrer
corta minha pele com sua faka sem fio
rouba minha alma e a vira do avesso
leva embora o q sobrou da dignidade
por favor, me mata de vez
vc vem com força
corta taum fundo
a dor é aguda
não aguento mais mesmo precisando mais e mais
mais, de ti, de nós, de vós
de dor
dói mais que a dor
todo sentimento fica inebriado, abafado pelo que me causas
não há mais nada pra sentir
vazio sem cor, dor sem sentimento
lagrimas sem motivo
to perdido
sim, to perdidoperdido de mim e do mundo
perdido
e cá estou, como sempre estive a esperar pelo fim
com janelas pra sempre fexadas
trancadas pelo lado de fora
nunca mais saberei como é voar
até o dia que a dor passar
a memoria sucumbir
e o coração cessar.
me dexa do lado de fora, onde o frio é maior
mastiga minha alma e cospe os pedaços
fracos, escassos.
pedaços de mim.
quero morrer
corta minha pele com sua faka sem fio
rouba minha alma e a vira do avesso
leva embora o q sobrou da dignidade
por favor, me mata de vez
vc vem com força
corta taum fundo
a dor é aguda
não aguento mais mesmo precisando mais e mais
mais, de ti, de nós, de vós
de dor
dói mais que a dor
todo sentimento fica inebriado, abafado pelo que me causas
não há mais nada pra sentir
vazio sem cor, dor sem sentimento
lagrimas sem motivo
to perdido
sim, to perdidoperdido de mim e do mundo
perdido
e cá estou, como sempre estive a esperar pelo fim
com janelas pra sempre fexadas
trancadas pelo lado de fora
nunca mais saberei como é voar
até o dia que a dor passar
a memoria sucumbir
e o coração cessar.
quinta-feira, 29 de março de 2007
Guilherme, eu te odeio.
Tu não me entende, e eu não ligo.
Tu não me conhece, não sabe como eu estou. E eu não ligo mesmo
Tu desaprendeu como é viver comigo, e eu não te culpo.
Tu não sabe lidar com a dor.
Tu sabe lidar menos ainda com a felicidade.
Tu não sabe, nem nunca vai saber como é.
E eu, eu realmente não me importo.
Tua dor é exagerada e efêmera
Minha felicidade é exagerada e efêmera
Somos parecidos, sim.
Mas só em tudo aquilo que eu odeio em ti.
Não vem me dizer como viver, nem o que fazer com essa vida que tu abandonste a tanto.
Nem pensa em me ensinar, tu sabe menos do que eu.
Eu posso não aprender sozinho, sei que contigo não vai ser.
Senta aqui comigo que eu viu só pra te dizer
.Hoje eu decidi, decidi te mandar embora.
Sair dos meus olhos...
Pra eu nunca mais te ver no reflexo dos espelhos.
Guilherme, eu te odeio.
Tu não me conhece, não sabe como eu estou. E eu não ligo mesmo
Tu desaprendeu como é viver comigo, e eu não te culpo.
Tu não sabe lidar com a dor.
Tu sabe lidar menos ainda com a felicidade.
Tu não sabe, nem nunca vai saber como é.
E eu, eu realmente não me importo.
Tua dor é exagerada e efêmera
Minha felicidade é exagerada e efêmera
Somos parecidos, sim.
Mas só em tudo aquilo que eu odeio em ti.
Não vem me dizer como viver, nem o que fazer com essa vida que tu abandonste a tanto.
Nem pensa em me ensinar, tu sabe menos do que eu.
Eu posso não aprender sozinho, sei que contigo não vai ser.
Senta aqui comigo que eu viu só pra te dizer
.Hoje eu decidi, decidi te mandar embora.
Sair dos meus olhos...
Pra eu nunca mais te ver no reflexo dos espelhos.
Guilherme, eu te odeio.
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